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	<title>idosos &#8211; Pensar Nutrição</title>
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		<title>Vitamina D, ponto de situação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alejandro Santos&nbsp;and&nbsp;Nuno Borges]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2019 18:18:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[exposição solar]]></category>
		<category><![CDATA[fortificação]]></category>
		<category><![CDATA[idosos]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrition UP65]]></category>
		<category><![CDATA[vitamina d]]></category>
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					<description><![CDATA[Vitamina D, a discuss&#227;o em curso Muito se tem escrito e falado sobre o tema da vitamina D em Portugal nos &#250;ltimos anos. O mediatismo deste tema adv&#233;m de um conjunto de circunst&#226;ncias que envolvem n&#227;o s&#243; o reconhecimento da... <div class="read-more-wrapper"><a class="button button-primary" href="https://pensarnutricao.pt/vitamina-d-ponto-de-situacao/">Ler mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Vitamina D, a discussão em curso</h2>
<p>Muito se tem escrito e falado sobre o tema da vitamina D em Portugal nos últimos anos. O mediatismo deste tema advém de um conjunto de circunstâncias que envolvem não só o reconhecimento da sua importância na saúde humana como da constatação de que uma parte significativa da nossa população poderá não ter os níveis adequados desta vitamina.</p>
<p>Importa, pois, fazer um ponto de situação sobre assunto, até porque não raras vezes assistimos a afirmações que não correspondem minimamente à verdade e podem, inclusivamente, ser mais prejudiciais do que úteis.</p>
<h2>Situação da população portuguesa</h2>
<p>Assim, e em primeiro lugar, iremos descrever a situação da população portuguesa relativamente aos níveis plasmáticos de vitamina D.</p>
<p>Não existe nenhum estudo que avalie toda a população portuguesa com o recurso a uma amostra representativa, pelo que os dados disponíveis se referem apenas a algumas subpopulações específicas, nomeadamente idosos, crianças e indivíduos com algumas patologias. Devem, por isso, ser interpretados com a cautela devida.</p>
<p>Numa amostra representativa de 1500 idosos portugueses, o estudo Nutrition UP65, verificou-se que uma proporção muito significativa destes, cerca de 40%, exibem níveis de Deficiência, ao passo que 30% têm Insuficiência, sempre usando os critérios mais consensuais, os do Institute of Medicine, dos Estados Unidos da América.</p>
<p>Numa amostra de adolescentes da região do Porto (<a title="Doi.org" href="https://doi.org/10.1017/S1368980017002804" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://doi.org/10.1017/S1368980017002804</a>), observaram-se igualmente níveis baixos desta vitamina, com particular incidência nos meses de Inverno.</p>
<p>Noutra amostra de doentes adultos com Síndrome Metabólico, cerca de 38% tinham também níveis de Deficiência (<a title="doi org" href="https://doi.org/10.1186/s12902-017-0221-3" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://doi.org/10.1186/s12902-017-0221-3</a>).</p>
<p>Muito embora existam algumas dúvidas acerca da precisão dos valores obtidos, dado que não o foram através do método de referência (que é a cromatografia líquida com deteção por espetrometria de massa em tandem, LC-MS), estes apontam para uma situação de níveis globalmente baixos e suscetíveis de causar danos na saúde, especialmente ao nível osteoarticular.</p>
<p>A segurança com que o afirmamos deve-se ao facto de, muito embora estes valores terem sido obtidos por outra metodologia analítica (eletroquemiluminescência), um importante trabalho de Cashman e colaboradores mostra que existe uma boa correlação entre os métodos e que a eventual sobrestimação ou subestimação pela eletroquemiluminescência não tem magnitude suficiente para, dada a grande quantidade de indivíduos com níveis baixos, deixar de nos preocupar a este respeito (<a title="doi org" href="https://doi.org/10.3945/ajcn.115.120873" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://doi.org/10.3945/ajcn.115.120873</a>).</p>
<p>Deste modo, importa perceber que fatores poderão estar na génese desta situação e desde logo teremos de pensar nas fontes de vitamina D, ou seja, a radiação solar ultravioleta B (UVB), a alimentação e os suplementos alimentares.</p>
<h2>Fontes de Vitamina D: raios UBV</h2>
<p>Os níveis de UBV num país como Portugal são regra geral suficientes (Índice UV acima de 3) durante o período da Primavera e do Verão, mas incapazes de fazer a pele sintetizar esta vitamina nos meses do Outono e do Inverno.</p>
<p>Assim, esta importante fonte apenas está disponível durante parte do ano, acrescendo que a utilização de protetor solar praticamente anula a sua síntese cutânea em qualquer estação. Se a isto acrescentarmos os indivíduos com baixo número de horas ao ar livre, os que cobrem grande parte do corpo com roupa, os indivíduos de pele mais escura e os idosos (nestes dois grupos a capacidade de sintetizar a vitamina D está diminuída), temos reunidas as condições para baixos níveis de síntese cutânea desta vitamina.</p>
<h2>Vitamina D na alimentação</h2>
<p>Também a alimentação apresenta problemas como fonte de vitamina D. Os dados do Inquérito Alimentar Nacional 2015-2016 mostram que cerca de 95% dos Portugueses não ingere a quantidade preconizada, um fenómeno que não espanta dada a escassez de fontes alimentares, que se resumem ao peixe e alimentos fortificados, ainda raros em Portugal.</p>
<p>As medidas a tomar para a urgente correção desta situação passarão, essencialmente, pela suplementação generalizada ou pela fortificação obrigatória de alimentos. Isto porque eventuais recomendações para aumentar a exposição solar não só não são possíveis durante parte apreciável do ano como esbarram nas legítimas preocupações acerca do aumento da probabilidade de cancro da pele com a exposição aos raios ultravioletas.</p>
<p>Certamente muito terá ainda de ser feito até se poder propor uma estratégia nacional a este respeito, mas o que não parece razoável é manter o estado atual e continuar a sujeitar as populações e os serviços de saúde ao elevado número de doenças osteoarticulares (e eventualmente outras) resultantes de níveis de vitamina D tão baixos.</p>
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