Pela sua relevância, as Dietary Guidelines americanas 2025-2030 (DGA) mereceram uma reação imediata de Marion Nestle, professora emérita da New York University, com décadas de investigação e intervenção pública nas áreas da política e do sistema alimentar, e uma das vozes mais influentes na nutrição e saúde pública dos Estados Unidos, e do mundo, que aqui também procuraremos integrar.

“Eat Real Food” e responsabilidade individual

O slogan “Eat Real Food”, é apresentado nas DGA, sobretudo no plano da comunicação, como mensagem simples e mobilizadora.[1] Nestle reconhece o apelo positivo desta formulação, mas sublinha que ela se pode enquadrar numa narrativa centrada na responsabilidade individual, em detrimento de uma abordagem de saúde pública para transformar o sistema alimentar.[2] E daí podem decorrer várias questões: será possível operacionalizar “comer comida real” sem assegurar as condições ecológicas, económicas e políticas que permitam produzi-la e distribuí-la de forma sustentável? Como fazê-lo num clima em mudança, com poluição, desflorestação, perda de biodiversidade, culturas alagadas e produções agrícolas destruídas? Nas suas reflexões, Nestle [2]explicita que uma alimentação baseada em alimentos “reais” exige políticas públicas consistentes: subsídios agrícolas orientados para alimentos para consumo humano, investimento em cozinhas escolares e educação culinária, e medidas de equidade que garantam rendimento, tempo e infraestruturas adequadas para preparar alimentos saudáveis.[3]

Processo, comité e governança

Mas Nestle também lança críticas em domínios quanto aos processos, desde a composição do comité que estabelece as recomendações (em edições anteriores cabia a esse comité levantar, previamente, as questões científicas para revisão, que podem depois impactar no estabelecimento das guidelines), à perceção de fragilidades no processo de elaboração das orientações, à falta de um consenso científico previamente consolidado, e à gestão transparente de potenciais conflitos de interesse. [4, 5]


Estrutura das recomendações alimentares

Para além da adoção da mensagem “Eat Real Food”, destacam-se nas DGA, a ênfase em “vegetais”, frutas, cereais integrais e a limitação de alimentos “altamente processados”; pena que para estes alimentos, não se adotasse uma terminologia única que fosse mais favorecedora da literacia do consumidor, como por exemplo, a de Carlos Monteiro [6] – “ultraprocessados” – e ainda permaneça controvérsia considerável em torna da definição deste grupo de alimentos tão importante quanto a potenciais efeitos de saúde. Pela positiva, destaca-se ainda, nas DGA, a menção quanto a limitar o uso de certos corantes, adoçantes artificiais, aromas e conservantes, a manutenção de limites para “açúcares adicionados”, ácidos gordos saturados, e sódio. [4]

Além disso, Nestle expõe que as DGA combinam uma mensagem positiva com incoerências internas e uma inclinação pró-alimentos de origem animal que, no conjunto, misturam prioridades – por exemplo, reforço de proteína/carne e laticínios inteiros – com tensões práticas: nesse cenário, como limitar gordura saturada a 10% do contributo energético? Do ponto de vista dos fornecedores de proteína, o ajuste estrutural da alimentação encaminha, não para “menos carne, mais leguminosas”, mas sim para “menos cereais refinados, mais alimentos proteicos de alta qualidade”, preservando o contributo global dos alimentos de origem animal, o que pode desafiar as metas traçadas na perspetiva da saúde planetária[7]. Admite-se que este cenário global de recomendações possa ter impacto na (re)formulação de produtos, na futura estratégia de inovação alimentar e na evolução da interpretação do que são “alimentos saudáveis”.

Perspetiva cardiovascular

Neste conjunto, e na perspetiva da prevenção cardiovascular, estas diretrizes são acusadas de, nalguns pontos, fazerem o oposto daquilo que tradicionalmente se recomendava; no que se refere a potenciais fontes proteicas, por exemplo, em que a American Heart Association privilegiava um padrão proteico de forte componente vegetal, complementado por peixe e laticínios magros, com seleção criteriosa de carnes magras não processadas e substituição de gorduras animais (manteiga e banha) e óleos tropicais (como coco e palma) por óleos vegetais líquidos (azeite, óleos de girassol, milho e outros poli-insaturados).[8]

Quando se fala de alimentos de origem animal e risco cardiometabólico, o documento principal de fundação das novas DGA [9], assenta num ponto metodologicamente importante, ao desejar separar evidência observacional de evidência experimental.

Entre os trabalhos apresentados, destaca-se, por exemplo, uma revisão sistemática e meta-análise de RCT, [10] sobre ingestão de carne de vaca minimamente ou não processada (muitos estudos misturam carne vermelha com carne processada), traduzindo uma ingestão média de carne de vaca de cerca de 2 porções/dia, no grupo de intervenção, comparada com dietas com nenhuma ou menos do que 1 porção/dia no grupo controlo. Não houve impacto significativo da ingestão de carne de vaca em inúmeros marcadores de risco cardiometabólico, mas observou-se um aumento pequeno, estatisticamente significativo do C-LDL, que desapareceu quando um dos estudos foi removido nas análises de sensibilidade.

Ao citar Sanders et al.,[10] o comité [9] poderá estar a apresentar a visão de não existir evidência experimental robusta que suporte a ideia de que o consumo de carne de vaca não processada, por si só, aumente o risco cardiometabólico, reconhecendo-se que discutir risco cardiometabólico exige distinguir tipo de alimento, grau de processamento e contexto do padrão alimentar. Obviamente, o processamento e a preparação dos alimentos (fritar a altas temperaturas, ou grelhar até queimar, por exemplo) poderão também modificar de forma relevante a qualidade nutricional das proteínas e o seu impacto na saúde, pela formação de produtos finais de glicação avançada (AGE), produtos de peroxidação lipídica, ou pela ingestão de nitratos/nitrosaminas especialmente nas carnes processadas. Novamente, o limite de 10% de contributo energético total de ácidos gordos saturados, será um desafio no conjunto do padrão alimentar.

Vegetal vs animal

A afirmação de que as fontes proteicas de origem vegetal, nutricionalmente densas, complementam, mas não substituem, os nutrimentos fornecidos pelas fontes proteicas de origem animal [9] sugere nas DGA que os padrões exclusivamente vegetais podem não reproduzir integralmente o perfil nutricional associado aos alimentos de origem animal. Para vegetarianos, esta formulação pode constituir, sobretudo, um lembrete de que algumas das vantagens nutricionais tradicionalmente atribuídas às fontes animais podem depender do contributo de ovos e laticínios ou, em alternativa, de estratégias de fortificação e de um planeamento alimentar particularmente cuidadoso.

Proteína

A centralidade conferida à “proteína” nas DGA é apontada por Nestle como podendo ser interpretada, na prática, como sinónimo operacional de carne. [4] A autora questiona tanto a coerência técnica das porções propostas, como a necessidade, em termos populacionais, de promover aumentos da ingestão face aos valores atuais, para obtenção de benefícios adicionais [4, 11] salientando que o consumo atual nos EUA já se situa próximo de 1,2 g/kg/dia – valor semelhante ao observado em Portugal [12]. Acrescenta, ainda, uma importante crítica de natureza ambiental, que considera insuficientemente refletida nas DGA, à qual importa associar também as dimensões sociais e económicas.

Nas DGA, o objetivo quantitativo de ingestão proteica entre 1,2 e 1,6 g/kg/dia, ajustável às necessidades energéticas individuais, situa-se acima do tradicionalmente recomendado para a população geral. Contudo, estes valores nas DGA não configuram uma DRI formal, tal como as RDA/PRI nunca foram concebidas para representar um “ótimo funcional” ou maximizar a função muscular. O seu propósito histórico foi estabelecer um limiar mínimo de segurança capaz de prevenir a deficiência na quase totalidade da população. A proposta de ingestões mais elevadas traduz, assim, uma mudança de paradigma: da definição de um mínimo preventivo para a identificação de um potencial ótimo funcional, à luz de evidência emergente que sugere benefícios na preservação da massa magra, na regulação da saciedade e no controlo ponderal, particularmente em contextos de risco metabólico ou envelhecimento.

A apresentação de um intervalo entre 1,2 e 1,6 g/kg/dia pode induzir a perceção de equivalência da evidência ao longo de todo o espectro. Uma articulação mais explícita entre dose e objetivo – manutenção funcional no idoso, preservação ou ganho de massa magra, controlo ponderal ou situações de risco de má-nutrição – permitiria enquadrar estas recomendações numa lógica de estratificação de risco e benefício, reforçando a coerência da mensagem em saúde pública e a sua adequação clínica individual.

Num contexto de envelhecimento demográfico progressivo, tanto nos EUA como na Europa, a discussão sobre ingestão proteica assume particular relevância. Ainda assim, as recomendações europeias para o idoso assentam num limiar mínimo mais conservador do que o intervalo funcional proposto nas orientações americanas, embora reconheçam que, nesta fase da vida, a proteína desempenha um papel determinante na preservação da massa e função musculares, da autonomia e da capacidade funcional.

A ESPEN, por exemplo, recomenda uma ingestão proteica no idoso de, pelo menos, 1 g/kg/dia, podendo ser aumentada em contexto de sarcopenia. [13] Salienta ainda a importância da distribuição proteica adequada ao longo do dia (25-30 g por refeição) e de um aprovisionamento suficiente de leucina. Contudo, a eficácia funcional da proteína depende de uma ingestão energética adequada e da sua articulação com exercício de resistência.[14]

A eventual adoção de valores mais elevados deverá demonstrar ser universalmente exequível e não comportar riscos acrescidos, particularmente em indivíduos com doença renal crónica, condição cuja prevalência pode rondar 10% na população adulta e aproximar-se de 44% nos maiores de 65 anos. [15] Além disso, embora não tenha sido estabelecido um nível máximo tolerável para a proteína, e existam estudos sugerindo segurança metabólica mesmo para ingestões de pelo menos 2,5 g/kg/dia, [16] a ausência de evidência de toxicidade não equivale a benefício líquido universal — do ponto de vista da saúde e do ambiente — se não forem considerados os limites ecológicos do sistema alimentar.

A investigação futura deverá aproximar-se mais da prática real, integrando fontes alimentares sustentáveis, estratégias dirigidas a populações envelhecidas e contextos clínicos, e abordagens centradas em alimentos minimamente processados – em contraste com a predominância de estudos baseados em isolados proteicos. Será igualmente importante aprofundar determinantes das necessidades proteicas, como o balanço energético, a adaptação metabólica à ingestão habitual, os critérios de avaliação da qualidade proteica, [17] as diferenças biológicas entre sexos, o estudo de mecanismos biológicos associados a aminoácidos específicos, como a ativação da sinalização mTOR em células imunitárias,  [18] e outras variáveis contextuais. [19]

Sódio

Relativamente ao sódio (e ao sal), a diferença entre a recomendação americana de menos de 2300 mg/dia de sódio, em relação ao valor de 2000 mg/dia adotado pela OMS[20, 21] e pela EFSA[22], não traduz uma divergência numérica enorme, mas revela uma abordagem distinta à formulação de recomendações e à gestão do risco em saúde pública. A manutenção de um limite mais elevado, pode introduzir ruído na comunicação em saúde e atenuar a perceção da magnitude do problema.

A inclusão de exceções – como atividade física intensa e perdas por suor – aproximando-as de questões ao nível do problema populacional, poderá diluir a força da mensagem de saúde pública, ainda mais se não integrar explicitamente o papel do potássio (e o rácio molar sódio/potássio), e dos padrões alimentares.

“Álcool”

Nestle critica ainda a ambiguidade na recomendação sobre “álcool” (“limit”, “consume less”), argumentando que a ausência de parâmetros quantitativos explícitos enfraquece a inteligibilidade da orientação pública (quanto é, afinal, “menos”?) e obscurece a centralidade do risco de múltiplas doenças.[23] Para além da divergência semântica, o debate expõe diferenças metodológicas substantivas entre relatórios recentes (desde 2025) e muito importantes, especialmente nos EUA: o Advisory do Surgeon General;[24] a revisão das National Academies; [25] e o relatório do ICCPUD [26].

O relatório das National Academies [25] privilegia uma abordagem de síntese estruturada da evidência, com ênfase na qualidade metodológica, controlo de vieses (nomeadamente o “abstainer bias”), por exemplo. Já o relatório do ICCPUD [26] assentou maioritariamente em revisões sistemáticas e meta-análises de estudos observacionais, e não incluiu dados provenientes de estudos quasi-experimentais, como a randomização mendeliana (Mendelian randomization, MR, método que recorre a variantes genéticas associadas à exposição – neste caso, consumo de “álcool” – permitindo testar relações causais com menor suscetibilidade a confundimento e causalidade inversa), nem de ensaios clínicos randomizados. Por sua vez, o Advisory do Surgeon General,[24] não sendo uma revisão exaustiva nem um exercício de modelação quantitativa, adota uma lógica de saúde pública orientada para comunicação de risco, enfatizando a evidência causal entre álcool e cancro mesmo em níveis baixos de consumo, com foco no princípio da precaução e na mobilização para ação.

Assim, a divergência não reside apenas nas conclusões, mas na arquitetura metodológica que sustenta cada relatório — desde o tipo de estudos incluídos (observacionais vs. exclusão de ensaios ou MR no caso do ICCPUD), à modelação de risco ao longo da vida, até ao enquadramento comunicacional do risco. Uma vez que diferentes metodologias produzem enquadramentos distintos do risco, a seleção de uma delas traduz uma opção quanto à forma como o risco deve ser interpretado e comunicado à população.

À escala global, a metodologia de avaliação da ingestão de bebidas alcoólicas tem sofrido transformações na sua hierarquia normativa: padrões que recomendam evitar ou limitar álcool podem obter a melhor classificação, ao passo que a recomendação de consumo moderado (como pode suceder na alimentação Mediterrânica) é classificada como parcialmente alinhada. Assim, neste sistema, “moderação” deixa de ser tratada como equivalente a “boa prática”.[8] Em idosos portugueses, verificámos que a associação entre adesão à alimentação mediterrânica e desempenho cognitivo depende da forma de avaliar o consumo de vinho. Quando o consumo moderado contribui positivamente para a pontuação, não se observa associação com a cognição; ao inverter o critério, valorizando menor consumo ou ausência diária, emerge uma associação positiva significativa num instrumento de rastreio cognitivo amplamente utilizado. No momento, a forma de classificar o consumo de “álcool” pode alterar substancialmente a interpretação dos benefícios atribuídos ao padrão mediterrânico. [27]

Conclusão

Se, como sugere Nestle, a política pode “sobrepor-se” à ciência na formulação das atuais Dietary Guidelines, [4] a resposta não deverá ser meramente reativa, mas preventiva. Inspirando-nos na proposta de Gonçalves e Boggio – Is there a T.R.U.M.P. brain? [28] que sugere estratégias baseadas na evidência para contrariar pensamentos polarizados, talvez a tarefa da saúde pública seja precisamente recentrar o debate na integridade dos processos, e na construção de um sistema alimentar mais coerente com os objetivos de saúde e sustentabilidade. Em última análise, [29] trata-se de uma responsabilidade coletiva, que requer liderança ancorada na ciência e a criação de contextos que tornem as escolhas saudáveis e sustentáveis as mais fáceis, acessíveis e socialmente valorizadas.

Referências

  1. Nestle, M., The MAHA 2025-2030 Dietary Guidelines have arrived: Cheerful, Muddled, Contradictory, Ideological, Retro, in Food Politics by Marion Nestle. 2026.
  2. Nestle, M., The MAHA Dietary Guidelines II: Personal Responsibility vs. Public Health Policy, in Food Politics by Marion Nestle. 2026.
  3. Nestle, M., The MAHA Dietary Guidelines VI. Some Concluding Thoughts, in Food Politics by Marion Nestle. 2026.
  4. Nestle, M., Politics trump science in new US dietary guidelines. Bmj, 2026. 392: p. s143.
  5. Nestle, M., The MAHA Dietary Guidelines III: Conflicts of Interest, in Food Politics by Marion Nestle. 2026.
  6. Monteiro, C.A., et al., Ultra-processed foods and human health: the main thesis and the evidence. The Lancet, 2025.
  7. Rockström J, T.S., Willett WC, Gordon LJ, Herrero M, Hicks CC, Mason-D’Croz D, Rao N, Springmann M, Wright EC, Agustina R, Bajaj S, Bunge AC, Carducci B, Conti C, Covic N, Fanzo J, Forouhi NG, Gibson MF, Gu X, Kebreab E, Kremen C, Laila A, Laxminarayan R, Marteau TM, Monteiro CA, Norberg A, Njuki J, Oliveira TD, Pan WH, Rivera JA, Robinson JPW, Sundiang M, Te Wierik S, van Vuuren DP, Vermeulen S, Webb P, Alqodmani L, Ambikapathi R, Barnhill A, Baudish I, Beier F, Beillouin D, Beusen AHW, Breier J, Chemarin C, Chepeliev M, Clapp J, de Vries W, Pérez-Domínguez I, Estrada-Carmona N, Gerten D, Golden CD, Jones SK, Jørgensen PS, Kozicka M, Lotze-Campen H, Maggi F, Marzi E, Mishra A, Orduna- Cabrera F, Popp A, Schulte-Uebbing L, Stehfest E, Tang FHM, Tsuchiya K, Van Zanten HHE, van Zeist WJ, Zhao X, DeClerck F., The EAT–Lancet Commission on healthy, sustainable, and just food systems. 2025.
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Escrito por

Pedro Moreira 1
Nutricionista, Professor Catedrático na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto | Website